
Para a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), esse é um dos dados mais alarmantes da pesquisa.
"Talvez esse seja o dado mais crítico: cerca de 40% dos assentamentos pesquisados têm renda individual de um 1/4 de salário mínimo. Isso significa que temos 40% dos assentados vivendo em situação de extrema pobreza", afirmou.
Ela chegou a essa conclusão baseada na constatação de que cada domicílio pesquisado pelo Ibope tem, em média, 4,3 pesso as.
Ela disse ainda que esse dado mostra que a posse da terra não gera automaticamente renda. É necessário, assinalou, investimentos em tecnologia e assistência técnica na hora da comercialização do produto para realmente gerar renda para o agricultor.
A presidente da CNA também destacou outra constatação da pesquisa: a maioria dos assentados (75%) não tem acesso ao programa de crédito rural do governo. Kátia disse que entre os motivos podem estar a falta de documentação da propriedade, falta de comprovação da produção como garantia para financiamento e a inadimplência.
A pesquisa também informa que 39% dos assentados são os primeiros beneficiários do programa de reforma agrária e 46% compraram a terra de outra pessoa.
Segundo Kátia, isso mostra que há possibilidade de venda irregular de terra, porque pela lei da reforma agrária a terra só pode ser vendida depois de 10 anos e se for um assentamento c onsolidado, ou seja, com toda a infraestrutura necessária.
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